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Minha mãe, minha mulher – 01-00/0
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O
que é Mamãe? O que é incesto?
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Nos
dicionários, como no Aurélio, a definição é curta: substantivo feminino. Porém
o verbete “mãe” é mais abrangente:
[Do lat. mater,
‘mãe’.]
Substantivo feminino.
1.Mulher, ou qualquer fêmea, que deu à luz um ou mais filhos.
2.Pessoa muito boa, dedicada, desvelada:
“— Ó piedosa Mulher, Mãe dos Abandonados, / Miserere mei!...”
(Gomes Leal, A Mulher de Luto, p. 183);
Pedro é uma mãe para os amigos.
3.Fig. Fonte, origem, berço:
“A idéia da morte, lembra o poeta Valéry, representa a mola das leis, a mãe
das religiões .... o excitante essencial da glória e dos grandes amores”
(Carlos Drummond de Andrade, Passeios na Ilha, p. 195);
A Grécia foi a mãe do teatro ocidental.
4.V. mãe-do-rio (1).
5.Madre (9).
6.Bras. Gír. Nos esportes, jogador que, atuando mal, beneficia o adversário.
[Posposto a outro substantivo, ao qual se liga ou não por hífen, o voc. tem
valor adjetivo: célula-mãe, idéia-mãe, nave-mãe.]
Mãe de aluguel. 1. Mulher que permite que se implante em seu útero um embrião
para que nele se processe a gestação de um filho que não ficará com ela.
Mãe de Deus. 1. V. Nossa Senhora (1).
Mãe de família. 1. Mulher casada e com filhos. [Cf. mãe-de-família.]
Falar na mãe de. 1. Usar de palavras ofensivas à honra da mãe de.
Ficar como a mãe de S. Pedro. 1. Não ter onde ficar.
Nossa Mãe. Rel. 1. V. Nossa Senhora (1). 2. V. Nossa Senhora (2).
Lidas as
definições etimológica do termo (1) somos
enviados para outro também colocado nessa Coletânea composta de três histórias
que envolvem mãe e filhos: Incesto.
(é) [Do lat. incestu.]
Substantivo masculino.
1.União sexual ilícita entre parentes consangüíneos,
afins ou adotivos.
Adjetivo.
2.Ant. Torpe, incasto, incestuoso. [Cf. encesto, do v. encestar.]
É sobre
esses dois termos que versa a coletânea que também enseja outros termos de
iguais relevâncias quando se trata dessa “quebra” de papel relativo ao convívio
enquanto imagina-se ser a mãe tutora e guia dos destinos de suas crias.
Essa quebra de
papel nos dá uma outra visão do lugar onde reside a mãe e a destitui da figura
matriarcal tornando-a devoradora da própria cria. Talvez possamos vê-la leonina
(no termo real etimológico) como se selecionando entre esse e aquele quem deva
ser cria e quem deva ser devorado em um banquete regado a prazeres como se
fosse um retorno aos primórdios do homem quando a seleção fazia-se por visualidade
corpórea para que esse sobreviva àquele como perpetuação da árvore.
É claro que
não pretende-se criar ou instituir um libelo à pratica do relacionamento sexual
entre mães e filhos ou filhos e mães (dependendo do ponto de vista do
espectador, você leitor), porém deva-se saber que não é incomum esse
relacionamento. O incomum é saber-se ou tomar-se ciência do fato desse ato somente
levado à baila da ciência após Sigmund
Freud (neuropsiquiatra austríaco (1856-1939) pai da psicanálise) haver
divulgado seu estudo que veio a criar uma vertente dentro da psiquiatria.
Também não
devemos deixar de levar em consideração ao fato de que o próprio Freud é autor
e responsável por uma dislexia no interior de, uma então, verdade aceita por
todos enquanto afirma ser a psicanálise cura ao que chamavam de “ataque
satânico”. A corrente freudiana ainda hoje é vista por muitos da seara psiquiatra
como “nodoa” e mesmo obscurantista.
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Data de Inclusão:
sábado, 21 de março de 2009