A minha família principalmente a minha esposa e meus filhos que muita coisas suportaram durante esta nossa caminhada. A Elaine que muito também me auxiliou nas lembranças e nas de datas de ocorrências na cidade de Sete Lagoas.
Deixo meus agradecimentos aos Professores e Historiadores, Dr. Marcio Vicente da Silveira Santos, Prof. Mariza da Conceição Pereira e aos falecidos Prof. Alfredo A. Elian Valadares e Francisco Timoteo pelas riquezas de suas informações e em conteúdos de livros editados sobre a nossa Princesinha do Sertão e outras pessoas que por esquecimento às vezes deixo de citar mais apresento antecipadamente minhas desculpas.
Logicamente muitas pesquisas foram realizadas por intermédio da Internet sendo este o motivo que por vezes deixo de citar autores.
DAS VILAS DE VILA ISABEL
AS
LAGOAS DE SETE LAGOAS
Antonio Ranauro Soares
Uma trajetória nos 70 anos de vida de um ex morador das Vilas de Vila Isabel no Rio de Janeiro e que acaba encontrando outra vez as Vilas no seu caminhar por S. Paulo e em Sete Lagoas/Minas Gerais . Uma colcha de retalhos com narração de fatos diversos da vida e da Historia do Brasil convivendo por vezes com as Vilas da Vergonha, da Calunia, da Difamação, da Dor e de outros sentimentos que muitos Brasileiros às vezes conseguem suportar por serem originários de uma Vila Maior que é a Vila do Amor e Respeito ao Próximo.
BIOGRAFIA RESUMIDA DO AUTOR
Antonio Ranauro Soares, Brasileiro, nascido no Rio de Janeiro/RJ - Bairro de Vila Isabel em 2 de Setembro de 1936.
Filho de Manoel Bernardo Soares (Cabeleireiro) e Catharina Ranauro Soares (do lar). Por parte paterna a família teve origem em Campos/RJ;
Por parte materna a família teve origem na Calábria/Itália.
ORIGEM/CASA
A casa da minha infância estava localizada em uma vila situada a Rua Barão de Cotegipe, 586 casa 12 no Bairro de Vila Isabel. Nesta Vila residia quase toda a família que ocupava seis casas da mesma. Era uma casa modesta, mas muito agradável por se localizar no alto de um pequeno morro.
ORIGEM/FAMÍLIA
Minha convivência com meus avós paternos foi muito pouca, mas consigo lembrar-me que se tratava de gente muito modesta que vivia da lavoura de cana da região de Campos, mais precisamente no município de Saturnino Braga/RJ.
Quanto a convivência com os parentes do lado materno foi total. Os costumes eram de família italiana. Fui criado com algum rigor e meu relacionamento com tios e primos foi muito gratificante. Não conheci pessoalmente meu avo Antonio Ranauro, pois ele faleceu muito novo. Minha avó, a nona como era chamada, viveu até os 103 anos e guardo com muito carinho sua lembrança. Até hoje conservo o hábito de pedir a benção à tios e principalmente à minha mãe.
Abaixo a autorização do Imperador da Itália Umberto I e o passaporte de nº 1999 autorizado por Vittorio Emanuele III para a família de minha avo Christina viajarem para o Brasil.
Capa e interior do Passaporte que relaciona todos os membros da família que vieram para o Brasil.
Cartão de Registro de Estrangeiros de Christina Nicoleta Ranauro, minha avo tirado em 1942 para regularizar sua situação de emigrante.
Abaixo Certidão de Casamento de meus avos maternos realizado em 19 de março de 1910.
Abaixo Certidão de Óbito de meu avo materno Antonio Ranauro. O óbito ocorreu em 21 de fevereiro de 1928.
Abaixo Certidão de óbito de minha avo. Óbito ocorrido em 15 de janeiro de 1991.
Éramos três irmãos:
Eu;
Marilda Ranauro Soares (nascida em 13/7/1938) que mais tarde veio a chamar-se Marilda Soares do Nascimento Guedes em conseqüência de seu casamento com Velson Guedes. Desse casamento nasceram Velson Soares do Nascimento Guedes, Nelson Soares do Nascimento Guedes, Paulo Roberto do Nascimento Guedes e Marilda do Nascimento Guedes. O Velson de Marilda faleceu há alguns anos atrás. A Marilda possui 8 netos.
Ronaldo Ranauro Soares (nascido em 30/09/1940) que se casou com Ivanei que tiveram um filho Ronaldo Pedro. Depois de separar-se de Ivanei, o Ronaldo casou-se com Ana que teve dois filhos Alexandre e Pablo. Ronaldo faleceu em 1988.
ORIGEM E EDUCAÇÃO
O primário estudei na Escola de D. Canuta e no Colégio Castro Alves em Vila Isabel, o ginásio e o científico estudei no Colégio Independência que mais tarde transformou-se no Colégio Pedro II da zona Norte (Engenho Novo). O curso de Administração fiz depois de alguns anos na PUC. Como tive de trabalhar cedo, somente voltei a estudar depois de alguns anos. A formação política foi adquirida com participação em Grêmios Estudantis, já a formação católica foi praticamente herdada da família de minha mãe.
ORIGEM/PESSOAL
Fui uma criança muito saudável. Uma de minhas brincadeiras preferidas era andar de bicicleta e empinar papagaio. O meu maior problema de infância e adolescência foi a dificuldade que encontrava em relacionar-me com os colegas, já que na época filhos de pais separados era praticamente segregado. Os meus melhores momentos eram quando eu ia visitar um tio (Mario) e padrinho que era considerado bem de vida e o mesmo me permitia sentar-me ao volante de seus carros. Sempre gostei de travar amizades e meu relacionamento com os amigos era bom, principalmente com os mais carentes. Meus pensamentos eram voltados para o futuro e eu não conseguia me imaginar traspassando o ano 2.000. Já meus sentimentos já eram contra a segregação e a pobreza.
A profissão que eu sonhava era de aviador.
TRANSIÇÃO E FAMÍLIA
Permaneci junto de minha mãe até 1956 quando surgiu uma oportunidade de melhoras no serviço (Esso Brasileira de Petróleo) e também por questões outras fui trabalhar em S. Paulo.
Tive uma vida profissional dupla e somente um lado e relatado.
Fui morar com meu pai que residia na Rua Oscar Freire (Jardim América) e exercia com sucesso a profissão de cabeleireiro. Em São Paulo o que muito me marcou foi o rigor de minha madrasta Laura Jorge (também falecida) que mais tarde compreendi, pois era muita responsabilidade para a mesma participar da educação de um adolescente filho de seu companheiro. Neste período namorava uma jovem de família espanhola chamada Helena Barea Cano que residia na Rua Odorico Mendes, na Moóca/SP e trabalhava na Johnson & Johnson cujo fundo da fabrica ficava defronte a sua casa e a frente para a Av. do Estado.. Lembro-me apenas que seu pai chamava-se Antonio Cano, seu tio Ciriaco Barea e sua irmã Dolores Barea Cano.
Em 1958 e já tendo cumprido o meu período naquela região resolvi mudar-me e voltar a morar com minha mãe no Rio de Janeiro. No Rio consegui arranjar um emprego na Empresa Brasileira de Engenharia para montar a Cia. Mineira de Cimento Portland em Matozinhos/MG de propriedade do General Orlando Moreira Torres. Em um fim de semana fui passear em Sete Lagoas, cidade próxima a Matozinhos e fiquei conhecendo uma jovem d